sexta-feira, 5 de março de 2010

Cuidado!



Hoje eu acordei com uma vontade irresistível de matar alguém.


Há dias em que acordamos e sentimos que estamos diferentes. Fujimos da rotina, fazemos coisas que normalmente não faríamos. Pois é, eu estou num dia desses.
Ainda se eu quisesse somente matar e pronto seria melhor. Mas não. Tem que ter um temperinho, um "algo mais". A começar pela tortura, ah! Morte sem tortura não tem graça, e isso eu aprendi com o mestre, Hannibal Lecter. Se é pra morrer, que seja por um acontecimento memorável. Além do mais, ouvir as súplicas da vítima, um "por favor, não faça isso!", "piedade!" ou "eu faço qualquer coisa, mas pára com isso!" é realmente gratificante. Súplica é sinal de um bom trabalho, sinal de que a tortura está sendo muito bem aplicada e a vítima está sem qualquer chance de escapatória. É o nosso mérito.
Em seguida, com o fim da cota de torturas, vem o sufocamento. A vítima começa a se debater em movimentos loucos, desesperados, como uma lagartixa que perde o rabo. Ou como o próprio rabo, que acaba de perder a sua lagartixa. Sim! Pode-se dar boas risadas de uma cena dessas. Você é o diretor, é você quem decide o que vai acontecer, você controla tudo. O ator/vítima não passa de uma mera marionete nas mãos do diretor. E uma das coisas que mais me agrada, o diretor tem a sua famosa cadeira larga, de pano preto, com o dizer austero "DIRETOR", em letras brancas garrafais. Alto, grande, inabalável. Ah, que poder. Eu sempre quis ter uma dessas; quem sabe um dia eu chego lá.
Voltemos à nossa cena. Depois de algum tempo a vítima começa a relaxar os movimentos. E você também, porque matar alguém é bem desgastante. Aliás, quem disse que assassino não cansa? Por que raios todos acham que a vítima, coitadinha, foi quem sofreu mais, quem se cansou mais? Oras, nós gastamos um tempo precioso planejando tudo, descobrindo os pontos fracos, para então aplicar o nosso golpe. Logo, ficamos podres de cansaço, num estado pior que o da vítima. Pura lógica, não? Pois eu não cedo às caras de sofrimento feitas pelas vítimas, não mesmo. Não arredo o pé. E tenho dito.
Ok, protestos e devaneios à parte, chegamos ao gran finale. Quanto orgulho, quanta satisfação! Sentimento de dever cumprido. Agora sim, pode-se aproveitar bem o dia, com bom humor. Entre nessa você também! Mate alguém hoje.

Hoje eu acordei com uma vontade irresistível de matar alguém. Matar de tanto fazer cócegas!


Ah, tava pensando que fosse o quê hein?



Esse texto é dedicado à Fernandinha,
pois é ela quem sempre me tortura com suas cócegas terríveis.
Claro, isso depois de eu incomodá-la com as minhas piadas
e brincadeiras.

E também ao Vincent, o amigo feliz da minha irmã,
a quem eu lancei um olhar mortal que jamais será esquecido
.
Ele teve o azar de encarar o meu lado mais malvado
assim,
de surpresa.



5 comentários:

  1. OOHHH SIIIIIM matar de coçegas, sei, e aqueles dois corpos que vc esconde no armário? A ossada debaixo da sua pia? Os pedaços de carne e lingüiça humana na sua geladeira??????
    Te conheeeço...

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  2. SSSHHHHHHH!
    BROONA!
    não fala isso na frente dos outros não!
    deixa as pessoas pensarem que eu sou boazinha, para então... dar o bote!!
    mwahahahaha!!!

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  3. Laurinhaaaa
    estava me assustando :P
    já estava preocupada que minha amiga estivesse louca!
    mas se é de cócegas pode!
    beijão
    Terena

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  4. Sim, como eu conheço a natureza louca desse ser é realmente assustador ler tais absurdos.
    (As pessoas da casa 1 que se escondam.)

    Mas, de fato, dizer "sinto-me lisongeada pela dedicatória", seria um tanto estranho.

    Porém, temos que pensar que é sempre bom ser lembrada afinal de contas.
    Nem que seja a lembrança de um oculto instinto psicopata que dorme pacificamente dentro de minha cara amiga/escritora.

    Sem mais nada a acrescentar, desejo à todas as pessoas que estejam bem longe da Lali nesses dias de peculiar insanidade.
    :)

    Fernandinha.

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  5. Correção: não são as pessoas da casa 1, mas sim da casa 2
    :)

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