quinta-feira, 20 de maio de 2010

Justificativa

"Professora:

Não vou à aula!

Tá chovendo. Tá frio. Eu moro longe. Não li o texto da matéria que vai ser discutido. Não quero ouvir asneiras. Quero dormir de bom humor. Tenho direito a mais uma falta. Hoje é dia de jogo do Inter - de novo.

Mas não se preocupe!

Amanhã terá sol. Não estará tão frio. Lerei o texto que eu deixei pendente e me atualizarei da discussão da aula. Encontrarei com os amigos - logo, não ouvirei asneiras. Acordarei animada. Não terei estourado meu limite de faltas. E o Inter, se ganhar, ganhou; se perder... não conseguirei evitar o sorriso no rosto."

domingo, 16 de maio de 2010

Contradição

E no meio de uma conversa entre amigos...

-Bah tchê, te liguei ontem de noite, lá pelas sete, e tu não atendeu!
-Ah, é que eu tava na missa a essa hora, com o celular no silencioso...
-Mas pelo amor de Deus, cara! E tu ainda acreditas nessas baboseiras?
-Como?
-Como assim "como"?
-Ué, mas o que é que tem? Alguma coisa errada?
-Minha Nossa... ah, quer saber, esquece.

*(Para fins de conhecimento, a expressão coloquial "minha Nossa", assim como a variante "Nossa", é explicada diacronicamente pela expressão "minha Nossa Senhora".)


Baseado num comentário totalmente absurdo, vindo de uma colega de aula.


É nessa horas que eu fico pensando: ateu realmente existe?
Porque diálogos irônicos, semelhantes a esse, eu ouço todos os dias.
E o que dizer das pessoas que pregam a Liberté, Egalité et Fraternité francesas, que são supostamente contra qualquer tipo de preconceito, e que no entanto o fazem com relação à religião católica? Cito-a porque ela tem predominância nas dicussões pró-ateísmo e debates polêmicos infundados ironicamente dirigidos por pessoas às quais lhes falta o verdadeiro conhecimento sobre a realidade católica. Bom, mas deixemos isso para, quem sabe, outra postagem.
Fui cruel? Não tanto quanto os comentários que ouço por aí. Desses sim, deve-se ter medo.