terça-feira, 24 de agosto de 2010

Faxina de sábado

Eu não tinha mais nada a fazer quando inventei essa paródia. Ok, mentira. Tinha sim, e muito. Mas há besteiras que devem ficar registradas para todo o sempre. Porque, afinal, não somos sérios o tempo todo. E rir faz bem à saúde!

O pior disso tudo é a reação das outras pessoas: quando elas acham que te conhecem, pimba! Tu acabas soltando um comentário com duplo (e às vezes até triplo) sentido, piadas sem pé nem cabeça - engraçadas justamente por não terem pé nem cabeça... Porém, que fique bem claro: é pior para as outras pessoas. Pois tu não estás dando a mínima. Perdes um pouco da tua reputação, mas não perdes a oportunidade. Afinal, o que fazer com essas vontades repentinas de dizer uma besteira? De não falar nada com nada? Ou então, de falar algo que não presta?

Não me preocupei com a qualidade desse texto. Ele realmente não diz nada, e eu mesma não quis dizer nada com ele. Apenas deixarei aflorar um lado meu que geralmente não é conhecido pelos outros. Um ímpeto de loucura? Talvez. A vida é assim. As pessoas são loucas ao natural. Pessoas estranhas falando coisas esquisitas, pessoas esquisitas falando coisas estranhas (créditos da professora Sabrina). E a respeito de quem se declara normal, não tendo coragem de assumir seu lado insano... São os piores. Desses, eu tenho medo.

Bom, vamos ao que interessa.

Fiz uma paródia da música Tititi, da Rita Lee. Se essa música é o tema de abertura de uma das novelas da Rede Globo, e se tu, leitor, tens algo contra essa emissora de televisão, a culpa não é minha. Escuto essa música quase todos os dias pelo fato de a televisão estar ligada na Globo quando estou em casa. Fora isso, sim, tenho uma certa simpatia por algumas músicas da Rita Lee.


Essa paródia é dedicada à minha madrasta,
que vem com os seus irrecusáveis convites de
acordar às 07:30 no sábado pra fazermos faxina.
Eu ainda vou descobrir onde fica a plantação de pó
instalada na minha casa, e que espalha poeira
por todos os cantos possíveis.
Ah, vou.


TITITI - VERSÃO FAXINA DE SÁBADO

Se pintar uma tal de faxina
Corre e vê se eu estou lá na esquina
E se estiver, vê se me deixa em paz
Eu quero mais é ficar bem longe desse tititi

Pouco bolo pra muito bico
Muita caca pra pouco penico
Não vou porcurar sarna pra me coçar
Então desgrude, vá à luta e chega de blá blá blá...

Volta e meia, meia volta, volver
Saio de fino pra ninguém preceber
Essa faxinada é mais chata que gilete
Nada mais furado do que papo de tiete

Tititi, tititi, tititi, tititi, tititi

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como si fuera ayer...

A los tres, les hecho de menos (aúnque no parezca, por ser raro el contacto)
Les extraño cuando camino por la facultad,
la FACED (con sus detalles particulares los cuáles no es necesário mencionar acá),
la biblioteca,
el António,
solita...

A los tres,
a estes quiénes me proporcionaron aventuras estupendas y momentos inolvidables
aúnque no haya la presencia física,
las sonrisas, las bromas, las preocupaciones, las conversas indecentes;
los planes, los miedos, las esperanzas, las dudas
aúnque falte todo eso
les llevo conmigo.
No sólo en las fotografías,
los recados en el cuaderno, los mensajes en móvil, los testimonios en orkut.
pero también, y principalmente
en el corazón.
Porque hay cosas en la vida que pasan.
Pero las personas no.
La distancia no ejerce poder sobre la memoria de uno.
La memoria está ahí, viva, presente, brillante.
Como si todo volviera.
Como si no hubiera pasado el tiempo.
Como si fuera ayer.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Justificativa

"Professora:

Não vou à aula!

Tá chovendo. Tá frio. Eu moro longe. Não li o texto da matéria que vai ser discutido. Não quero ouvir asneiras. Quero dormir de bom humor. Tenho direito a mais uma falta. Hoje é dia de jogo do Inter - de novo.

Mas não se preocupe!

Amanhã terá sol. Não estará tão frio. Lerei o texto que eu deixei pendente e me atualizarei da discussão da aula. Encontrarei com os amigos - logo, não ouvirei asneiras. Acordarei animada. Não terei estourado meu limite de faltas. E o Inter, se ganhar, ganhou; se perder... não conseguirei evitar o sorriso no rosto."

domingo, 16 de maio de 2010

Contradição

E no meio de uma conversa entre amigos...

-Bah tchê, te liguei ontem de noite, lá pelas sete, e tu não atendeu!
-Ah, é que eu tava na missa a essa hora, com o celular no silencioso...
-Mas pelo amor de Deus, cara! E tu ainda acreditas nessas baboseiras?
-Como?
-Como assim "como"?
-Ué, mas o que é que tem? Alguma coisa errada?
-Minha Nossa... ah, quer saber, esquece.

*(Para fins de conhecimento, a expressão coloquial "minha Nossa", assim como a variante "Nossa", é explicada diacronicamente pela expressão "minha Nossa Senhora".)


Baseado num comentário totalmente absurdo, vindo de uma colega de aula.


É nessa horas que eu fico pensando: ateu realmente existe?
Porque diálogos irônicos, semelhantes a esse, eu ouço todos os dias.
E o que dizer das pessoas que pregam a Liberté, Egalité et Fraternité francesas, que são supostamente contra qualquer tipo de preconceito, e que no entanto o fazem com relação à religião católica? Cito-a porque ela tem predominância nas dicussões pró-ateísmo e debates polêmicos infundados ironicamente dirigidos por pessoas às quais lhes falta o verdadeiro conhecimento sobre a realidade católica. Bom, mas deixemos isso para, quem sabe, outra postagem.
Fui cruel? Não tanto quanto os comentários que ouço por aí. Desses sim, deve-se ter medo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cardápio

Estava pensando hoje, enquanto voltava para casa com o estômago roncando, sobre qual seria o cardápio nada ideal para uma refeição. Porque, afinal, quando se está com fome, para qual assunto nosso pensamento irá direcionar, automaticamente? Comida, óbvio. E como pensar nos pratos preferidos já não tinha mais graça (ora, sempre os mesmos) nem utilidade - posto que a fome aumenta ao pensar-se em pizzas e lasanhas - resolvi remexer o cérebro em busca do que eu não gostava. E consegui!

Entrada: amendoins torrados e salgados.
Prato principal: sopa de ervilhas.
Acompanhamento: mondongo.
Bebida: suco de caju.
Sobremesa: figos em calda.

Lombrigas famintas acalmadas, veio então outra preocupação: e se tal azar batesse mesmo à porta da minha cozinha?
Eca!

sábado, 27 de março de 2010

Identidade

Vi meu reflexo num sonho.
Lá estou eu. Mão no queixo, pensando. Constante, imponente, imóvel. Mergulhada em ampla quietude, às vezes interrompida por um vento suave.
Ouço o farfalhar das folhas das árvores; som que lembra o mar.
Pergunto-me o que estaria fazendo ali. Percebo que meu reflexo está com o olhar perdido no horizonte, com um semblante ligeiramente entristecido.
-Oi - resolvo iniciar uma conversa.
-Olá - meu reflexo olha com um certo ar de incredulidade.
-O que tu estás fazendo aqui, sozinha?
-Nada...
-Nada?
-Refletindo sobre a vida. Sobre as coisas que fiz, disse, falei. Estou pesando tudo e vendo se valeu a pena.
-Ah. Não quero atrapalhar.
-Imagina.
-Algum problema específico?
-Bem... sim e não. Creio que o problema que existe está dentro de mim. Mas... Vamos mudar de assunto?
-Vamos.
-Agora eu pergunto: o que tu estás fazendo aqui?
A pergunta me pegou de surpresa. Até ali não me passara pela cabeça o motivo de eu estar ali naquele lugar.
-Não sei. Estou no meio de um sonho.
-Sonhar é bom. Faz muito tempo que eu deito a cabeça no travesseiro e durmo sem sonhar nada. Deve ser o cansaço.
-Sei bem como é. Olha, posso sentar aqui contigo?
-Claro.
A conversa deixara-me confusa. Esse outro eu, reflexo do original, não parecia muito bem. Seus olhos estavam sem cor, seu rosto estava pálido, sua aparência minguava.
Espera, espera, espera. Até quando?
Está decidido: vou embora. Levanto e limpo a terra que ficara na calça. Começo a minha marcha.
Dou uma última olhada para trás. E com imensa decepção, constato que nada mudou. Meu eu do sonho não é nada mais que uma réplica da realidade. Sem fantasias, sem destino, sem alegria, sem nada.
Abano a mão para meu reflexo. Um resquício de esperança, que acaba se tornando despedida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Morfologia

Analisando uma palavra no singular, verifica-se que ela possui a presença da ausência de um morfema plural.

Assim como a tristeza tem a presença da ausência da alegria.
O sonho tem a presença da ausência de realismo.
A esperança tem a presença da ausência de pessimismo.
A solidão tem a presença da ausência de uma boa companhia.
E ainda a saudade não apresenta nada mais nada menos que a presença da ausência de quem se gosta.

Resolvi realizar uma análise morfológica de mim mesma.
E pude concluir que estou com a presença da ausência de ti.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

Sabe um daqueles dias em que tu quase te matas, ficas fora de casa o dia inteiro, das seis e pouco da manhã até às onze da noite? Sabe quando tu ficas cinco horas e meia seguidas esquentando a cadeira da sala de estudos da biblioteca enquanto entras no mundo desconhecido e, por que não?, viajante, da Semântica? Pois então, meu dia foi assim hoje. E o pior: sair de tudo isso com um sorriso no rosto, como se tivesses recém começado o dia. Aquela meia caneca de café preto de manhã realmente fez efeito.
Eu subo no ônibus de mochila nas costas, sacola de livros com Allan Poe, Neruda e Mário de Andrade. Coitados, eles mal conseguem entender-se. Foram obrigados a conviver juntos apesar da discordância de idéias e da falta de afinidade.
Depois de tropeçar em três ou quatro pessoas inocentes - eu sou extremamente..."destrambelhada", como diria minha mãe - encontro uma senhora simpática que, do banco onde está sentada, sorri para mim e diz: "Pode deixar que eu seguro as tuas coisas! Não é justo carregar esse peso todo nas costas." Sim, existe gente solidária para com os pobres estudantes que embarcam em ônibus cheios!
Porém não é o mundo, não são as pessoas ao redor, nem a pobre Semântica os responsáveis pela minha alegria. Acho incrível como coisas tão simples podem mudar o rumo das coisas.
Para ser mais clara, pergunto: quem tem, ou já teve, aquela camiseta da qual gosta mais que as demais camisetas? Eu hoje andei o dia inteiro de peito estufado, fazendo a justiça que minha camiseta realmente merecia. Preta, com a capa do ábum do Sgt. Peppers, ela não poderia ser mais bonita. Causa um efeito enorme nas pessoas. Marca presença mesmo. Claro, sempre tem os chatos que dizem: "Ah, mas eu não gosto de Beatles", "Beatles é ruim", "Veste outra coisa". E ficam importunando a tua vida, como se sentissem prazer nisso.
Quer saber?
Nem pensar.
Não gosto, não quero, não deixo.
Eu só tenho uma coisa a dizer a essas pessoas todas: vão se catar!
Hoje eu tô com a minha camiseta que eu adoro, da minha banda preferida, num momento perfeito.
Sinto muito decepcioná-los.
Invistam seus infortúnios em outra pessoa, porque essa que vos fala já não os ouve mais.

Beatles mode [ON]

It was twenty years ago today
Sargent Pepper taught the band to play
They've been going in and out of style
But they're guaranteed to raise a smile
So may I introduce to you
The act you've known for all these years
Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band

terça-feira, 16 de março de 2010

Frederico e Ernestina

Frederico.
(Fred, para os íntimos.)
Um ser um tanto preguiçoso, e muito simpático.
Olhos pequenos e um grande sorriso.
Quem o vê não resiste:
Eu quero ele pra mim!

Ernestina.
(Tina, para os mais chegados.)
Agitada, irritadiça, teimosa.
Gosta de falar, e com isso importuna o pobre Frederico. Adora fazê-lo.
Tem uma cara engraçada.
E um coração enorme.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Destinatário

Resolveu escrever-lhe uma carta.
Foi um adecisão súbita, meio "de supetão" mesmo.
Pegou papel, lápis, borracha; arranjou uma mesa e uma cadeira confortável, e lá sentou.
O dia já havia ido embora, e a fraca iluminação vinda da lâmpada do abajur proporcionava um maior fluxo de idéias, de pensamentos. Em outras palavras, favorecia a imaginação.
Bom, hora de começar.
Mas... de que jeito? Ah sim, como se fosse fácil para ele dar início a uma espécie de conversa indireta com alguém com quem não falava há muito tempo. Era uma situação complicada, apesar de ambos conhecerem-se com a palma da mão. As pendências eram muitas, e ele não sabia como falar-lhe sobre isso pessoalmente, olho no olho. Telefone? Não, seria uma maneira muito fria de se comunicar. Quem tem condições de ouvir e falar com alguém por um aparelho também tem condições de marcar um encontro. Além disso, escolher o telefone só para não encarar uma pessoa demonstra má vontade, e não era essa a impressão que ele queria causar. Já a carta a princípio se apresentava sendo a melhor escolha, ainda mais para alguém como ele, que sabia formular as idéias mas não conseguia se expressar oralmente. E nesse caso em especial era necessário um certo tato com as palavras, coisa que ele não possuía. Tinha medo de fracassar novamente ao usá-las.

Eles brigaram, e muito. Ambos tinham gênio forte, e suas idéias conflituavam constantemente. Veio a falta de paciência, a incompreensão, o desrespeito. Eram constantes as discussões, seguidas de uma lista imensa de ofensas. Usavam as palavras como navalhas, sem a mínima noção da gravidade de seus cortes. No final, os dois lados saíram desfalcados; não houvera um vencedor. A mágoa foi a única que se sobressaiu, e perdurou durante muito tempo. Até que veio a saudade, saudade de uma relação que fora construída desde que ele se conhecia por gente. Aquela intimidade de outrora fazia falta.
Era preciso fazer alguma coisa.

Passaram-se cinco minutos e nada. Depois dez. Quinze.
Ele estava quase desistindo, quando enfim resolveu começar pelo jeito mais simples.
Oi, pai.

sábado, 6 de março de 2010

Algumas explicações

Resolvi escrever esse post pra explicar às pessoas que vêm, comentam e não acreditam na minha rapidez em escrever. Sim, porque pra alguém que não tinha esse costume, eu acho que estou indo bem até. Poxa, sete postagens pessoal.

Minha mente costuma ter idéias repentinas. Um exemplo presente disso é o post "Cuidado!". Eu estava escovando os dentes lá no banheiro da minha casa, bem feliz (eu levo cinco minutos inteiros só escovando os dentes), quando de repente me veio a frase: "que vontade de matar alguém hoje".
Bom, da idéia até o post foi um longo caminho. Isso porque, como eu sou meio esquecida, na mesma proporção em que me vêm idéias bacanas, essas mesmas idéias vão embora.
Para poder lidar melhor com esses abacaxis chamados idéias, descascá-los e transformá-los em alguma coisa legal, há um tempo atrás resolvi que não iria a lugar algum sem um pedaço de papel e uma caneta. Ah, entenda-se por papel qualquer um mesmo. Cartões de lojas, última folha do caderno, agenda. Vale até notinha de supermercado ou de recarga de créditos pra celular, conforme o tamanho do bolso, a bolsa ou da mochila.
Desde então várias bandas, músicas, filmes, idéias e besteiras, por que não?, passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. No caso das idéias: apareceu alguma? Lá vou eu correndo pra anotar e, se o papel for de tamanho razoável e eu tiver tempo, faço inclusive um esboço do texto em que aquilo vai se transformar. Fica uma bagunça terrível, com muitos riscos, cortes, setas, numeração de parágrafos (porque na maioria das vezes eu escrevo e mudo tudo, o que era fim vira começo, o que era meio vira fim, e o que era começo... bom, risco tudo e invento outra coisa). Assim que tiver tempo disponível ajeito daqui, tiro dali, acrescento lá e... tcharãããn! Nasce um texto!

Bom, acho que consegui explicar tudo. Só tenho uma coisa a acrescentar:
Muita gente julga que escrever é difícil. Eu também achava o mesmo. Porém é só se deixar levar pela criatividade, que eu sei que todos têm. E quando o texto fica pronto a sensação de alívio é maravilhosa.
Um texto não é nada mais que uma conversa. O escritor fala com o leitor, com a total liberdade que se tem numa conversa. Uma das coisas que eu aprendi foi que sempre haverá um leitor para cada escritor (e como já dizia um velho ditado letrista, sem leitor não há escritor, e sem escritor não há leitor).



-Fim de transmissão-

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cuidado!



Hoje eu acordei com uma vontade irresistível de matar alguém.


Há dias em que acordamos e sentimos que estamos diferentes. Fujimos da rotina, fazemos coisas que normalmente não faríamos. Pois é, eu estou num dia desses.
Ainda se eu quisesse somente matar e pronto seria melhor. Mas não. Tem que ter um temperinho, um "algo mais". A começar pela tortura, ah! Morte sem tortura não tem graça, e isso eu aprendi com o mestre, Hannibal Lecter. Se é pra morrer, que seja por um acontecimento memorável. Além do mais, ouvir as súplicas da vítima, um "por favor, não faça isso!", "piedade!" ou "eu faço qualquer coisa, mas pára com isso!" é realmente gratificante. Súplica é sinal de um bom trabalho, sinal de que a tortura está sendo muito bem aplicada e a vítima está sem qualquer chance de escapatória. É o nosso mérito.
Em seguida, com o fim da cota de torturas, vem o sufocamento. A vítima começa a se debater em movimentos loucos, desesperados, como uma lagartixa que perde o rabo. Ou como o próprio rabo, que acaba de perder a sua lagartixa. Sim! Pode-se dar boas risadas de uma cena dessas. Você é o diretor, é você quem decide o que vai acontecer, você controla tudo. O ator/vítima não passa de uma mera marionete nas mãos do diretor. E uma das coisas que mais me agrada, o diretor tem a sua famosa cadeira larga, de pano preto, com o dizer austero "DIRETOR", em letras brancas garrafais. Alto, grande, inabalável. Ah, que poder. Eu sempre quis ter uma dessas; quem sabe um dia eu chego lá.
Voltemos à nossa cena. Depois de algum tempo a vítima começa a relaxar os movimentos. E você também, porque matar alguém é bem desgastante. Aliás, quem disse que assassino não cansa? Por que raios todos acham que a vítima, coitadinha, foi quem sofreu mais, quem se cansou mais? Oras, nós gastamos um tempo precioso planejando tudo, descobrindo os pontos fracos, para então aplicar o nosso golpe. Logo, ficamos podres de cansaço, num estado pior que o da vítima. Pura lógica, não? Pois eu não cedo às caras de sofrimento feitas pelas vítimas, não mesmo. Não arredo o pé. E tenho dito.
Ok, protestos e devaneios à parte, chegamos ao gran finale. Quanto orgulho, quanta satisfação! Sentimento de dever cumprido. Agora sim, pode-se aproveitar bem o dia, com bom humor. Entre nessa você também! Mate alguém hoje.

Hoje eu acordei com uma vontade irresistível de matar alguém. Matar de tanto fazer cócegas!


Ah, tava pensando que fosse o quê hein?



Esse texto é dedicado à Fernandinha,
pois é ela quem sempre me tortura com suas cócegas terríveis.
Claro, isso depois de eu incomodá-la com as minhas piadas
e brincadeiras.

E também ao Vincent, o amigo feliz da minha irmã,
a quem eu lancei um olhar mortal que jamais será esquecido
.
Ele teve o azar de encarar o meu lado mais malvado
assim,
de surpresa.



quinta-feira, 4 de março de 2010

Soledad

Ela anda nas ruas de modo compassado, mas não rápido. Sente que flutua. Suas pernas funcionam sozinhas, seu corpo parece que está regulado no "piloto automático". Ao redor, é tudo silêncio. Há muitas árvores ao longo do caminho, banhadas de um sol meio pálido, meio sem vida. De vez em quando um carro passa.
Seus pensamentos é que parecem estar bem longe. Ao contrário de seu corpo, eles pesam toneladas e funcionam de maneira irregular. Uma mistura de arrependimento, tristeza, mágoa, solidão. Ela pensa no que fez, no que lhe dissera, ou melhor, deixara de dizer. Seu passado traz coisas que no presente lhe fazem mal.
Um mal gerado pela insegurança, fator que fê-la afastar-se. O medo, que por outros olhos pode ser encarado como covardia, trouxe-lhe um arrependimento cruel. Refletindo agora sobre o seu distanciamento repentido, vinha-lhe na cabeça a idéia de que sua realidade poderia ser diferente, mais feliz. Bastava coragem.
Coragem essa que não teve para dizer-lhe a verdade sobre o que sentia. Não que tenha mentido sobre algo, não. Só nunca falou a respeito. Uma tristeza lhe abate o coração, uma vez que poderia ter dito uma frase, algumas singelas palavras, porém repletas de significado, de sentimento, de pureza. Ao menos a nuvem negra de mágoa que pairava sobre ela há algum tempo poderia ser menor, ou não tão escura.
Escuridão que retratava muito bem o seu estado naquele momento. Ela estava só, mesmo cercada de gente. O mundo funcionava, como sempre, a todo vapor, e ela sentia-se apenas um parafuso perdido no meio do enorme sistema de engrenagens. Nem a presença de seus amigos afastava sua solidão. Era uma pessoa vazia, por dentro e por fora.


Havia uma explicação.
Ela não fora uma boa menina.
Seu amor ela deixara de lado.
Essa eterna insatisfação, o querer sempre mais.
Ansiedade, somada ao não saber esperar.
Atitudes impetuosas e isentas de reflexão.
"Dei com os burros n'água", como ela mesma concluiu.
Sentir falta.
Tentar recomeçar.
O problema é que nem sempre dá certo.


Mal ela chega em casa, o telefone toca, e ela volta para a realidade.
-...alô?

Será uma nova esperança?


-Boa tarde! Você acaba de ser privilegiada com uma maravilhosa promoção do mais completo curso de informática da Rede Saiba Mais. Nossas vagas são limitadas e o pagamento pode ser efet...

(Tu tu tu)

Não.


Ele não tinha o número do telefone da casa dela.

Un futuro lejano... ¿o no?

O texto abaixo é um dos meus trabalhos da aulas de espanhol do segundo semestre. Perdoem a simplicidade e a falta de conteúdo, mas é porque ainda estou nos níveis iniciais do meu curso. Além disso, cada um desses textos exigia a presença de características gramaticais específicas, como por exemplo, conjugação de verbos no futuro, uso de verbos com irregularidades especias, entre outros.

En veinte años estaré con treinta y ocho años. Pienso que estaré casada con un hombre que me ame por lo que soy. Aunque hayan mujeres que negarán hasta la muerte que no quieren casarse, en el fondo este es el sueño de todas las mujeres. La diferencia es que ellas buscarán siempre alguien que las trate como personas que piensan, que trabajan, que opinan, que sienten.
Volviendo a hablar de mi futuro, pienso que viviré en un piso (por custiones de seguridad), no muy grande, en la zona sur de Porto Alegre, porque me gusta muchísimo vivir allá.
Estaré trabajando como profesora de lengua española y de lengua portuguesa. Como me gusta la profesión, creo que seré myu feliz en mi elección. Además extenderé mis conocimientos, para ser una buena profesional.
¿Mi aspecto físico? Oye, no seré flaquita, pero también no seré gorda. Tendré un peso ideal para mi edad. ìenso que no tendré arrugas, sólo algunas pocas líneas de expresión, nada muy preceptible.
Me gusta mucho tener amigos y tener contacto con mis parientes. No perderé esa costumbre, porque me gusta relacionarme con muchas personas. Los amigos podrán ser otros, pero siempre los tendré, no importa si pasen veinte o cincuenta años.
Intentaré dejar el tiempo libre para la diversión, la familia, los amigos, y para mí también, ¿por qué no?, en los fines de semana y vacaciones. Durante la semana viviré para el trabajo, para que después tenga dos días enteros sin él.
La política, pienso, si ahora no me llama la atención, lo no hará en veinte años. Tengo mis ideales de respeto, de justicia, de cierto y errado, de intentar ser una persona mejor a cada día y de cambiar la parte triste de la realidad de las otras personas, y seré siempre fiel a ellos.


(Escrito durante las clases de Español II - 2009/2)

Soñando con el futuro

O texto abaixo é um dos meus trabalhos da aulas de espanhol do segundo semestre. Perdoem a simplicidade e a falta de conteúdo, mas é porque ainda estou nos níveis iniciais do meu curso. Além disso, cada um desses textos exigia a presença de características gramaticais específicas, como por exemplo, conjugação de verbos no futuro, uso de verbos com irregularidades especias, entre outros.

Me imagino que el mundo del futuro no será ni mejor ni peor. Habrán cambios que irán a facilitar la vida de las personas, pero los problemas crecerán en la misma porporción.
Pienso que los medios de trasporte como el metro y el avión sustituirán totalmente el autobús en viajes pequeños (dentro de las ciudades y para ciudades vecinas) y en viajes más grandes (para otras provincias y países), respectivamente. Abajo de la tierra habrán estaciones de metro, más eficientes que las parads de autobús; así los autobuses no estarán disputando espacio con los coches en las calles y avenidas. Las personas podrán llegar pronto a sus destinos, aunque porblemas como seguridad se tornarán más complejos con las nuevas tecnologías.
Pero un nuevo medio de trasporte surgirá: el teletrasporte, primeramente sólo para pequeñas distancias. Como la cuestión de seguridad siempre debe ser considerada, algunos lugares tendrán acceso restricto, pues es cierto que las personas con mala intención querrán utilizar el beneficio para huir de la ley.
Con respecto a la educación, creo que los cambios aparecerán poco a poco, y en un ritmo muy despacio. Tengo esperanzas de que los alumnos saldrán de la escuela (pública, porque las privadas no existirán más) más bien preparados para la vida, y que el trabajo de los maestros y profesores será mejor valorado y reconocido. Los grupos tendrán entre quince y veinte alumnos y por eso no será necesario que hayan clases con profesores particulares, pues el entendimiento será alcanzado por todos. Esos profesores entonces deberán trabajar en las escuelas, para compensar el aumento de los grupos con esa cantidad más reducida de alumnos.

Puede ser que no acontezca nada de lo que escribí acá, pero soñar, ni que sea un poquito, no cuesta nada.


(Escrito durante las clases de Español II - 2009/2)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Libertad

O texto abaixo é um dos meus trabalhos da aulas de espanhol do segundo semestre. Perdoem a simplicidade e a falta de conteúdo, mas é porque ainda estou nos níveis iniciais do meu curso. Além disso, cada um desses textos exigia a presença de características gramaticais específicas, como por exemplo, conjugação de verbos no futuro, uso de verbos com irregularidades especias, entre outros.

Hay dos tipos de libertad: la utópica, que sólo existe en los sueños y que es buscada y defendida fuertemente - aunque si fuera alcanzada las personas se sentirían perdidas, sin saber qué hacer con ella; y la real, que no es reconocida como libertad por considerar ciertas restricciones que no permiten que la gente se acerque de la libertad utópica, idealizada. Por ejemplo, el derecho de andar libremente por las calles. En princípio todos pueden hacerlo, pero ahí surgen las excepciones. No se pude andar sin ropa, o sólo con ropas íntimas. No se puede hacer protestas y manifestaciones sin comunicar la policía. No se puede salir a gritar de alegría sin atraer miradas extrañas, porque las reglas de conducta no lo permiten. Si estás en un coche, a conducirlo, no puedes aparcarlo en un sitio cualquiera, o hablar en el móvil mientras estás en el tráfico.
La libertad se construye a partir de reglas morales y de conducta social - aunque ni siempre tengan sentido, reprimiendo la gente por cosas banales. A mí me parece que, arriba de todo, la libertad debe partir del respeto, para que haya una buena convivencia en sociedad. Si no hay restricciones,
¿qué haremos cuando una persona, en su libertad, mata a otra, que entonces pierde su libertad de vivir?


(Escrito durante las clases de Español II - 2009/2)

Autorretrato

O texto abaixo é um dos meus trabalhos da aulas de espanhol do segundo semestre. Perdoem a simplicidade e a falta de conteúdo, mas é porque ainda estou nos níveis iniciais do meu curso. Além disso, cada um desses textos exigia a presença de características gramaticais específicas, como por exemplo, conjugação de verbos no futuro, uso de verbos com irregularidades especias, entre outros.


Intentaré ahora hablar algo de mi persona. Para empezar soy alta, y creo que es por eso que no me gustan los zapatos de tacones. Pienso que no los necesito, mi altura ya es suficiente.
Llevo gafas naranjas que me caen bien (bueno, por lo menos nadie dijo aún qye no me quedabam bien en la cara). Tengo el pelo castaño y a veces un poco desordenado (como hoy).
Me pongo nerviosa cuando hago algunas cosas. Si quieres salir para bailar, por ejemplo, no me llames; soy pésima. Creo que es por eso que no me gustan tanto las fiestas. Pero si me llamas para una competición con amigos en videojuego, allá estaré.
Tengo la constumbre de caminar rápido; por eso parezco tener siempre prisa. Cuando estoy en la playa me gusta caminar en la arena, mojando los pies en el agua del mar. Aunque camine rápido, eso me trae calma.
La mayoría de mis amigos y conocidos me llama poniendo mi nombre en el diminutivo. Hacen eso sin hablarles nada, sin pedirles. No sé por que me llaman así, pero me gusta mucho. Dos cosas no me dejan de buen humor, y una de ellas es tener hambre. Si quieres mi amistad, empieza por la amistad de mi estómago. Además, soy apasionada por dulces como una hormiga.
La otra cosa que no me deja de buen humor es tener sueño y no poder dormir. Para mí, eso es terrible.
Bueno, eso es todo.

(Escrito durante las clases de Español II - 2009/2)

terça-feira, 2 de março de 2010

Aproximación

Se ele a visse como ela o via.
Luzes tão brilhantes como o próprio sol, cores vibrantes desfilando ao redor, uma natureza cheia de vida. Um sorriso. A visão da própria felicidade.
Se ele a ouvisse como ela o ouvia.
Aquelas palavras dançavam ao redor. Nos diálogos serviam apenas de enfeite. Estavam em segundo plano. O silêncio se fazia essencial, mas havia um algo mais que não poderia ser deixado de lado. Batidas do coração.
Se ele a sentisse como ela o sentia.
O vento acabava por envolvê-los, unia-os. Não precisavam manter contato fisicamente, não era necessário. Estavam tão juntos que nada poderia separá-los.


Não seria mais a mesma coisa.

Isso porque ela só via o que a sua cegueira permitia. Imaginava.
Só ouvia o que seu aparelho de surdez lhe transmitia. Ruídos sem nexo.
E sentia tudo no seu íntimo.